O maior adversário do futebol brasileiro é a TV

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Foto de Marco Mascarenhas Marco Mascarenhas4 ANOS ATRÁS
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Sempre achei que o futebol brasileiro tinha tudo para ser o melhor do mundo. Sempre achei que a ordem mais lógica era que jogadores de todo o planeta quisessem jogar por aqui e não ao contrario, que nossos melhores jogadores saíssem para disputar outros campeonatos. Estamos falando do futebol penta campeão mundial, do país que revelou Pelé, Ronaldo, Romario, Ronaldinho Gaucho, Rivaldo, Garrincha, Zico e uma infinidade de outros craques. Poderíamos fazer uma seleção muito boa com cada letra do alfabeto. Se escolhêssemos a letra D, por exemplo, teríamos uma seleção com Dida, Djalma Santos, David Luiz, Daniel Alves, Dunga, Didi, Djalminha, Diego, Dener, Dodo, Diego Tardeli e Dada Maravilha. Nada mal, hein?

O futebol brasileiro precisa se reinventar. As emissoras de televisão precisam entender que não é interessante pra ninguém ter divisões de cotas tão discrepantes. Hoje o Campeonato Brasileiro é um torneio disputado pelo sudeste do país, sendo que o Brasil tem potencial pra muito mais. É possível e lucrativo permitir que times fora desse eixo possam disputar em igualdade de condições a principal competição de futebol do país. Podemos ter um campeonato que qualquer um dos 20 clubes que disputam a primeira divisão possa ganhar. E isso seria incrível. Hoje a diferença de cotas de tv é tão grande que acaba definindo quais times disputarão o título e quais lutarão pra não cair. Existirão sempre clubes que irão se destacar em um ano ou outro, mas no geral o final é quase sempre o mesmo. 

Nos últimos 30 anos (trinta anos) apenas 4 clubes foram campeões brasileiro fora do Sudeste: Sport (1987), Bahia (1988), Grêmio (1996) e Atlético-PR (2001). Imagine que o último foi a 16 anos atrás e que o Sport ainda tem sempre a polêmica discussão de quem foi o campeão daquele ano. 

O Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil são regiões que amam futebol e que sempre enchem seus estádios. Vitória, Bahia, Sport, Santa Cruz, Náutico, Ceará, Fortaleza, Paysandu, Remo, Goiás todos eles tem torcidas enormes e fanáticas. Seria incrível poder ter um campeonato em que esses times tivessem apoio para disputar de igual pra igual com São Paulo, Palmeiras, Fluminense, Vasco, Atlético-MG, Cruzeiro, Grêmio e outros clubes de grande expressão do futebol brasileiro.

Agora da só uma olhada na distribuição de verba da televisão para os clubes brasileiros:

Projeção de cota de TV em 2017

O Brasileirão não precisa ser um campeonato espanhol em que apenas 2 times disputam pra ganhar o torneio. O Brasil tem potencial para muito mais, basta que os valores passados pros clubes não sejam tão diferentes. Atentem aqui que não estou sugerindo serem iguais, mas no momento que uns times ganham 20 e poucos milhões enquanto outros ganham 170 milhões de cotas de tv fica complicado competir de forma justa.

Comentários

NOVOS COMENTÁRIOS
Leonardo Almeida

Leonardo Almeida

São estratégias de mercado. Enquanto a maior fatia das transmissões estiver na TV aberta, acredito que os patrocinadores e a audência influenciem a divisão das cotas. Segue a lógica de que a TV irá mostrar os times que tiverem maiores torcidas para que as marcas dos patrocinadores tenham a maior exposição possível. Consequentemente, esses times exigem uma maior fatia, pois aparecem mais. Além disso, em alguns campeonatos (Espanha, por exemplo), essa estratégia foi adotada para garantir a competitividade dos times locais, em torneios internacionais. Especificamente, Madrid e Barcelona passaram a receber mais para poder competir os rivais da milionária Premier League. Nesse aspecto, a estratégia deu certo para os espanhóis. No Brasil, isso seria aplicado pela TV ao Corinthians e ao Flamengo (implosão do Clube dos 13). Seriam os campões nacionais que se tornariam times globais.
Na minha opinião, o aspecto esportivo deveria prevalecer. O campeonato mais equilibrado poderia gerar receita para todos, e elevar o nível técnico. Sou favorável a divisões semelhantes a da NFL, Premier League e Bundesliga. Exposição equivalente na TV aberta, mais equilíbrio técnico, estádios mais cheios...

Marco Mascarenhas

Marco Mascarenhas

Eu entendo que clubes que trazem mais audiencia acabam recebendo mais por isso. Mas é ai que a TV falha, quando quer fazer um campeonato polarizado em vez de tornar diversos clubes competitivos. O equilibrio tecnico acabaria gerando mais lucratividade para a propria TV, uma vez que não iria desestimular uma parcela grande de torcedores que não conseguem ver chances do seu time prosperar com a distribuição que é praticada atualmente.

Juliano Torquato

Juliano Torquato

Jogo de 11 contra 11, não eh visto a muito tempo...

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